Três Enterros

Três Enterros

de Tommy Lee Jones

Estação Paissandu ter 16 19:15

** ½

 

O filme de estréia na direção do veterano ator Tommy Lee Jones conseguiu a proeza de ter sido selecionado para a competitiva de Cannes, com um primeiro filme. Um ator na direção, e com isso lembramos experiências recentes como a de George Clooney ou até a de Roberto Bomtempo, aqui nesta terra-sem-fim.

 

O que nos surpreendeu em Três Enterros foi i) a atualidade do tema – as referências à paranóia americana e a seu truculento imperialismo; ii) o forte diálogo com um certo cinema clássico americano – o western; iii) o maravilhoso imperativo ético de todo o filme (mas sem moralismo); iv) o domínio da artesania da direção num filme de estréia, especialmente o uso do cinemascope.

 

Lembramos tbem como a cultura mexicana está quilômetros à frente da cultura americana, enquanto cultura, enquanto civilização, enquanto modo de vida.

 

Três enterros não é um filme sobre a vingança (se engana quem assim o vê) mas um filme sobre a ética da responsabilidade.

 

Juarez é um lugar-nenhum, o que não nos impede de ir lá. Bacana isso.

Mesmo que o tal Melquíades tenha enganado Lee Jones, não importa: esse é o reforço do tom ético de todo o filme.

 

i)

o policial de fronteira e sua esposa versus Tommy Lee Jones e a garçonete

o novo e o velho cinema americano

Tommy Lee Jones e suas relações com o cinema de Eastwood

O bom e velho cinema clássico e seu postulado ético

 

etc

Comentários

Moacy disse…
Oi, cara, por sua análise vale a pena dar uma conferida neste filme. Tentarei fazê-lo. Seus "melhores" estão no Balaio de hoje. Um abraço.

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