DESTAQUES FILMES BRASILEIROS 2025

 

DESTAQUES FILMES BRASILEIROS 2025

*Meu pai Kaiowá, destaque de 2025: o grande filme dos Maxacalis

Sempre deixo para publicar minha lista de destaques brasileiros após a Abraccine divulgar a lista de todos os filmes brasileiros lançados comercialmente no ano. Essa é uma oportunidade especialmente para eu analisar possíveis candidatos que me passaram batido durante os lançamentos e fazer outras análises sobre o circuito exibidor.

Mas dessa vez um fato chamou minha atenção: foram nada menos que 297 filmes elegíveis – obras brasileiras de longa-metragem lançadas comercialmente em 2025. Isso porque a Abraccine também considera filmes lançados diretamente em TV ou streaming. Entre os 297 longas, 185 foram lançados em Cinema, 64 em TV e 48 em Streaming/VOD.

Entre as obras que estrearam direto na TV, há filmes como Brasilianas, de Joel Zito Araújo, e Bruscky: um autoretrato, de Eryk Rocha e Gabriela Carneiro da Cunha, de diretores consagrados e previamente exibidos no circuito de festivais. Uma chave em comum: ambos foram exibidos no Canal Curta!, provavelmente financiados pela chamada FSA para obras para TV. Esse importante levantamento feito pela Abraccine (ainda que não exaustivo) é muito importante para dar mais visibilidade a um conjunto de obras brasileiras que, por motivos variados, não passaram pelo circuito de salas de cinema, mas que merecem ser melhor observadas para que possamos compreender melhor o que é o cinema/audiovisual brasileiro. E percebam que não estou falando de séries, mas de obras de longa-metragem. Como estrearam na TV, tecnicamente são “telefilmes”. É possível dizer, então, que não são poucos os telefilmes brasileiros que circulam pelos festivais mas não estreiam comercialmente em salas de cinema.

Já os filmes de Streaming/VOD, temos desde filmes “de Tiradentes” como Lista de Desejos para Superagüi, de Pedro Giongo, e Paixão sinistra, de João Pedro Faro, ambos filmes importantes exibidos na Embaúba Play, até obras comerciais da Netflix como Vini Jr, de Andrucha Waddington. E muitas e muitas obras que, confesso, nunca tinha ouvido falar.

E o que dizer dos 185 filmes brasileiros exibidos em salas de cinema? Mereceria uma análise à parte. Desses, consegui ver menos de 50. Por isso, meu olhar sobre o cinema brasileiro é limitado, mais restrito aos meus interesses particulares. Infelizmente há muitas lacunas de filmes que gostaria muito de ter visto, mas não tive oportunidade (um exemplo, entre vários, é Neirud, de Fernanda Faya).

Feitas essas considerações rs, seguem meus destaques, exclusivamente entre os longas brasileiros que estrearam em circuito comercial em salas de cinema:

Estou longe de ser um especialista nos cinemas indígenas, mas, a meu ver, somado ao filme do Kleber, o filme dos Maxacalis foi o grande destaque do cinema brasileiro em 2025. Um filme que se complementa (um outro olhar) a Ainda estou aqui.

Yõg ãtak: Meu Pai Kaiowá, de Sueli Maxacali, Isael Maxacali, Luisa Lanna e Roberto Romero

O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho

Suçuarana, de Clarissa Campolina e Sérgio Borges

Parque de diversões, de Ricardo Alves Jr.

Deuses da Peste, de Gabriela Luiza e Tiago Mata Machado

O Último Azul, de Gabriel Mascaro

A Praia do Fim do Mundo, de Petrus Cariry

Eros, de Rachel Daisy Ellis

Oeste Outra Vez, de Erico Rassi

Baixo Centro, de Ewerton Belico & Samuel Marotta

 

Abaixo, listo dois filmes brasileiros exibidos em 2025 no circuito de festivais mas que (ainda) não estrearam comercialmente. Listo esses dois porque, a meu ver, são dois dos mais inventivos filmes brasileiros dos últimos anos:

CAIS, de Safira Moreira

UM MINUTO É UMA ETERNIDADE PARA QUEM ESTÁ SOFRENDO, de Fábio Rogério e Wesley Pereira de Castro

 

Aproveito para listar dez excelentes curtas que assisti no circuito de festivais:

O mapa em que estão meus pés, de Luciano Pedro Jr. (AL)

Mensagem de Sergipe, de Fábio Rogério e Jean-Claude Bernardet (SP)

Pupá, de Osani (RN)

Safo, de Rosana Urbes (SP)

A Arte de Morrer ou Marta Díptero Braquícero, de Rodolpho Barros (PB)

E Seu Corpo é Belo, de Yuri Costa (RJ)

Estrela Brava, de Jorge Polo (RJ)

A Nave que Nunca Pousa, de Ellen Morais (PB)

Núbia, de Barbara Bello (MG)

Dois Nilos, de Samuel Lobo e Rodrigo de Janeiro (RJ)

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