Acredite se quiser mas tive a honra de ser indicado ao grande premio vivo do cinema brasileiro ...
http://oglobo.globo.com/blogs/cineclube/post.asp?t=indicados-ao-premio-vivo-de-cinema-brasileiro&cod_post=156408

Comentários

Moacy Cirne disse…
Parabéns, cara. Ficarei na torcida... mas o fato de ter sido indicado já é muita coisa.

Um abraço.

Gostei de seus vídeos, mas quero vê-los de novos antes de escrever qualquer coisa.
Hugo Henrique disse…
Amiguinho, muito bom!!! Excelente!!! Parabéns!!!
Anônimo disse…
Meu caro Ikeda,

antes de mais nada, parabéns pela indicação! Eu também estou na arquibancada dessa sua torcida desorganizada.

Gostei muito do texto da carta escrita pelo jovem suicida. Conciso, duro e direto, desconcertante para qualquer interlocutor, quanto mais, para uma mãe.

Aliás e à propósito, um texto de tamanha contundência, sugeriu-me que, após sua leitura, a mãe fosse reagir, pelo menos, de maneira igualmente inquietante. Mas, você buscou uma outra inquietude, talvez ainda mais contundente: o vazio, o vácuo, a comesura do gestual, além, é claro, do silêncio.

Gostaria, porém, de perguntá-lo, como diretor do filme: em primeiro lugar, onde estão a angústia, o desespero ou, pelo menos, a dor, a raiva ou ainda uma ínfima parcela, que seja, de culpa por uma perda devastadora como essa pela qual passaria qualquer mãe?

Descorra, por gentileza, com precisão e paciência pedagógicas, pois, gostaria de 'reler' sua obra com os olhos do autor.

Gostaria de registrar ainda que minha miopia não permitiu que eu enxergasse nada mais além de resignação, exceto pela anteriormente mencionada teoria sobre a busca da inquietude por meio do vácuo, do vazio, do silêncio.

Se eu fosse um ator, eu lhe pediria: dirija-me. Porém, sou apenas um espectador com excesso de curiosidade e de liberdade em questionar o autor sobre conteúdo e forma de sua obra.

É impressionante como o veículo que transporte a mensagem possa ser tão traiçoeiro quanto um tradutor ao exercer seu ofício e postular uma dentre inúmeras versões possíveis em língua estrangeira. Em seu Carta de um Jovem Suicida suspeito ter havido essa pequena traição, propositadamente ou não: a angústia comprimida num texto que, de tão potente, faz explodir seu autor em ato suicída, não me parece ter sido traduzida pelas imagens que o sucedem.

Grande abraço,

Marcus Sodré
marcus@sodrefamily.com
Cinecasulófilo disse…
Marcus,
Eu poderia discorrer longas laudas sobre alguns indícios do que busquei com cada recurso de linguagem, cada plano, cada gesto, mas sinto que isso seria um recurso vão, não faria o menor sentido, além de muito desgastante. Um curta, um filme, um livro, são obras abertas. As leituras são muitas e várias, e todas são possíveis. O que me parece claro, e isso tbem não pode deixar de ser dito, é que eu busquei em diversos sentidos desconstruir alguns clichês de um “suicida”: o quarto limpo, o silêncio, o curta sem cortes, sem bad trip ou coisa do tipo. Mas talvez a chave de elucidação que você procura seja o fato de eu ser um oriental, e daí a relação com a morte, com o espaço, com o silêncio (com o não-dito), com a rotina e com a família terem várias outras leituras e relações. CJS não é um melodrama latino, mas a mãe não chorar não considero como resignação. Pode ser até um sentido de “conformar-se” mas nunca uma “resignação”. “Aceitar o rumo das coisas” é também, em última instância, um princípio zen. A angústia, o desespero dessa mãe estão expressos sim, mas não com palavras, gestos, gritos e “pontuações dramáticas” e sim a partir desse silêncio, um mar de silêncio absurdo que parece nunca ter fim. Ou talvez tenha (uma pausa) com o som da vida pela janela, ou da fechadura da porta. Um abraço,
Anônimo disse…
A comunicação não tem erro: é sempre falha!

Mas a compreenção é tão saborosa que inculca em nossa memória aquele gostinho de quero-mais....

Muito obrigado pela atenção e gentileza da resposta, bem como pelas 'lentes interculturais de correção' para minha miopia e também pela desobstrução auditiva de minha escuta.

Pegou-me de surpresa! E tudo fez sentido a partir de sua explicação! Apesar de, possivelmente, óbvio, jamais o tinha visto sob a influência de qualquer outra cultura que não a brasileira. Haverá de haver alguma explicação coerente e plausível para eu tê-lo destituído de qualquer estrangeirismo. Logo eu, fruto de uma salada mista cultural que inclui latinidade nordestina em família, educação suíça além de fortes laços profissionais e de amizade com os EUA?????

Antes de você chamar-me a atenção para o viés oriental de sua obra, meu caro, eu até me sentia uma pessoa com sensibilidade intercultural...inclusive, daquelas que até já deu palestras sobre o tema...

Mas, pra você ver com são as coisas, com seu auxílio, minha re-leitura foi fácil e agradável, além de culturalmente enriquecedora. Pude reaver nuances anteriormente desapercebidas. Pude banhar-me no 'mar de silêncio' e escutar o "som da vida pela janela", posto que, pelo menos o som da fechadura já me havia impactado.

Enfim, meu caro, é por essas e outras que sigo sendo seu fâ.

Se souber notícias da evolução do projeto de criação da comunidade "Sou fã do Ikeda", avise-me, pois pretendo ser um dos primeiros inscritos....

Abração,

Marcus

Postagens mais visitadas