Hoje, depois de uma conversa, eu fiquei com vontade de colocar o que representou ter feito O POSTO para mim, este que foi meu primeiro curta em película.
Para mim O POSTO foi a única coisa na minha vida em que eu procurei fazer o meu melhor, em que eu me empenhei de verdade para fazer uma coisa em que eu realmente acreditava e que queria ver pronta.
Essa foi a única coisa que creio ser de alguma importância que fiz em toda minha vida.
O filme teve várias dificuldades, e depois de quase quatro anos, ele ficou pronto. Não fez diferença alguma.
As inimizades que criei com o filme foram muito maiores que as novas amizades.
As pessoas que sempre quiseram me prejudicar aproveitaram para me humilhar através do filme.
A resposta que tive com o filme foi até positiva, mas o fato é que se esse curta não fosse feito não faria a menor diferença.

Mas ao mesmo tempo isso não tem muita importância.
Esse curta é ao mesmo tempo uma das poucas coisas das quais me orgulho em minha vida.
Creio que é um trabalho digno, honesto, que apresenta com maturidade o que eu acho da vida e do cinema.
Coloca de forma sincera minhas influências como gente e como aspirante a artista.

Daí que o trabalho de criação é essa coisa mesmo, uma bolha de sabão, um castelo de areia.
Quem sabe um dia alguém na Polônia cruze com o filme e descubra alguma coisa, assim como aconteceu comigo?
Acho que é assim mesmo, não devemos buscar reconhecimento. Apenas fazer o que deve ser feito com a consciência do dever cumprido, e com o senso de responsabilidade do que deve ser feito.

Comentários

Lucian Chaussard disse…
ikeda, tem como ver esse teu filme na internet?
Moacy disse…
Oi, meu caro, tomei a liberdade de publicar o seu mais recente poema no Balaio. Um grande abraço.

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